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DO "ACARÔMETRO" A DICAS BARATAS: SAIBA CUIDAR DO AR-CONDICIONADO DO CARRO

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Carros UOL - Pesquisa da Citroën divulgada em março passado, com a participação de 3.500 entrevistados de sete países, aponta que o brasileiro é quem passa mais tempo da vida dentro do carro: são quatro anos e 11 meses embarcado, de acordo com o estudo. Além do estresse, passar longos períodos sentado na cabine do automóvel traz riscos à saúde -- um deles é a exposição a microorganismos como fungos, ácaros e bactérias que se proliferam na cabine por conta de espirros, tosses, do hábito de se alimentar em meio ao trânsito e mesmo da falta de manutenção adequada dos dutos do ar-condicionado.

Tudo isso se intensifica agora no verão, com altas temperaturas aliadas a chuvas torrenciais e o aumento da necessidade de se circular com vidros fechados, mas com o equipamento de climatização acionado.

Estudo recente da Faculdade de Biomedicina da Devry Metrocamp, de Campinas (SP), analisou o interior de 26 carros e concluiu a existência de mais de 10 mil fungos e bactérias. São micróbios capazes de causar rinite, virose, infecção pulmonar, micose e outras doenças.

Por conta disso, a higienização do interior do veículo, incluindo as tubulações do ar-condicionado, cuja umidade da condensação é ambiente propício para mofo e fungos, passou a ser um procedimento cada vez mais oferecido. Concessionárias e empresas especializadas passaram a cobrar de R$ 150 a R$ 300, aproximadamente, com a promessa de serviços que removem o mau cheiro de estofados e dos dutos de ar, mas também de eliminar os germes. É a chamada "oxi-sanitização" ou "oxi-higienização".

O fim do fedor de mofo dá para constatar, mas como comprovar que os micróbios foram mesmo retirados?

Acarômetro: equipamento mede nível de bactérias provenientes do sistema de climatização Imagem: Divulgação Aca-o quê?

Uma franquia chamada Top SPaCar disponbiliza um serviço de higienização com troca do filtro do ar-condicionado em cerca de 40 concessionárias distribuídas nos Estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Pará, com um um aparelho patenteado e batizado como "acarômetro". O objetivo da máquina é medir a quantidade de microorganismos dentro do veículo antes e depois da limpeza.

"Senti a necessidade de aferir a eficiência do serviço de higienização para acabar com a sensação de 'empurroterapia' que parte dos clientes sentiam nas concessionárias, acabar com esse preconceito", afirmou Anderson Macena, proprietário da franquia. "É uma questão de saúde. No início pensei em usar um microscópio, mas era inviável, aí descobri um sensor usado em estações de petróleo para monitorar o risco de explosão em tanques", relatou.

O sensor foi adaptado e, de acordo com Macena, é capaz de detectar a quantidade de micróbios por metro quadrado. A qualidade do ar é informada em uma escala que aparece em uma tela do aparelho: boa (zero a 50), inadequada (51 a 199) e péssima (200 a 300). Segundo o empresário, a escala segue tabela de referência da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O "acarômetro" funciona assim: basta colocar o aparelho dentro do carro durante cerca de 20 segundos com os vidros fechados e o ar-condicionado ligado. A medição é feita analisando o ar que sai dos dutos e passa sobre a superfície dos estofamentos e partes plásticas da cabine. Depois da primeira análise, é feita a higienização de fato, por meio de um equipamento com tecnologia utilizada em hospitais, segundo Macena.

"Depois de trocarmos o filtro, a máquina fica ligada dentro do veículo por cerca de 30 minutos, com o ar ligado e recirculando. O aparelho suga o ar e o purifica, devolvendo-o para a cabine. É uma tecnologia que não usa ozônio, mata os germes por choque térmico, a altas temperaturas", explica, destacando que o serviço deve ser realizado a cada seis meses, aproximadamente.

Cuidar do ar-condicionado já resolve

De fato, um dos maiores vilões do mau cheiro e da infestação de micróbios no carro é o ar-condicionado, especialmente por conta da condensação do ar nas tubulações, forma umidade nos dutos, criando mofo e mau cheiro.

Mas não é preciso se jogar em serviços super caros ou com técnicas aparentemente incríveis de higienização. UOL Carros mostra que cuidados simples no uso e na manutenção vão fazer o sistema funcionar melhor e manter o ar interno da cabine limpo por mais tempo.

Listamos cinco dicas confirmadas pelo engenheiro Francisco Satkunas, consultor da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade). Confira:

Como cuidar do ar-condicionado Troque o filtro do ar-condicionado periodicamente

Se o carro for equipado com esse item, a cada 20 mil quilômetros ou 12 meses (fique de olho no manual). Alguns especialistas recomendam fazer a troca na metade desse tempo se o veículo rodar em condições mais extremas, como em estradas de terra. Uma dica: se passar menos ar pelas saídas e for necessário colocar a intensidade no nível maior para ter a vazão que era usual, é sinal que o filtro já está saturado.

Cuidado com a umidade

Para evitar acúmulo de umidade nos dutos, desligue o ar e mantenha apenas o ventilador acionado por alguns minutos antes de desligar o motor. Isso reduz os efeitos da condensação e deixa os tubos secos enquanto o veículo está parado.

Olhe o corre da correia

Verifique regularmente a correia do ar-condicionado, também chamada de Poly-V ou apenas V. Deve ser substituída, em média, a cada 60 mil km. Se ela arrebentar, vai afetar o funcionamento de outros componentes, como alternador, direção hidráulica e bomba d'água e você vai ficar não só no calor, mas também a pé.

Use o equipamento, por favor!

Se o seu carro tem ar-condicionado ele deve ser usado! E usado regularmente, senão estraga. "Precisa ligar de vez em quando, mesmo que por alguns minutos, inclusive no inverno, para lubrificar os componentes do sistema, especialmente as partes mecânicas do compressor do ar-condicionado", explica Satkunas. Não seja avaro, seu carro não vai se valorizar na revenda só porque você não usou o ar uma única vez, pelo contrário.

Ar-condicionado briga com o motor?

Carros modernos não exigem desligar o ar-condicionado antes de acionar o motor por conta de compressor variável, que "rouba" menos energia do propulsor em marcha-lenta. Em conduções normais de funcionamento, o compressor do ar-condicionado puxa algo entre 5% e 10% da potência do motor a combustão. Portanto, mais uma vez, pode usar sem medo, mesmo em carros menores e com motor 1.0.

Alessandro Reis

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

01/12/2017

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