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POR QUE A PSA APOSTOU MAIS ALTO NO FLEX START?

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Carsale - Surge uma questão depois da apresentação do novo motor EC5, da PSA Peugeot Citroën, o primeiro produzido em larga escala que dispensa o uso do tanquinho de gasolina para o uso do sistema bicombustível. Por que a Volkswagen, a primeira a lançar algo parecido, não deu sequência ao projeto? A reportagem do Carsale ouviu os lados envolvidos e descobriu que tudo não passa de uma estratégia da montadora alemã.

O equipamento usado nos motores da PSA é o mesmo que integrou o propulsor da edição limitada do  hatch Polo, chamada de E-flex. Ele foi desenvolvido pela gigante de autopeças Bosch e recebeu o nome de Flex Start (o mesmo que integra o motor da empresa francesa). Na ocasião, em 2009, a Volkswagen divulgou que seriam produzidas poucas unidades desta versão, que não fez muito sucesso, pois o preço não era muito atraente, algo em torno de R$ 47.000. Tanto é que, em março deste ano, a marca encerrou o projeto do Polo E-Flex e passou a instalar o Flex Start na versão Blue Motion, que reúne uma série de componentes que visam reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

Segundo a assessoria de imprensa da marca alemã, as pesquisas feitas após o lançamento do Polo E-Flex indicaram que o consumidor brasileiro ainda não sente a necessidade de ter um carro bicombustível com um sistema semelhante ao desenvolvido pela Bosch. “Durante o andamento do projeto, percebemos que o consumidor ainda não está muito atento a este tipo de tecnologia. Tentamos verificar a necessidade de tal dispositivo, porém, a procura foi muito baixa”, afirmou o porta-voz oficial.

Entretanto, ao entrevistar uma fonte ligada às duas empresas que participaram do projeto, o problema está na forma em que a ideia foi concebida. “Desde o início, a ideia da Volkswagen foi produzir algo voltado para imagem de marca, tanto é que eles pegaram um motor pronto e adicionaram o sistema Flex Start. Diferentemente do projeto da PSA, que desenvolveu um novo motor e, quando foram iniciar os trabalhos com relação a parte bicombustível, já iniciaram a parceria com a Bosch", afirmou.

Outra possibilidade levantada foi o custo para a produção do projeto, desmentida pelo engenheiro da Bosch, Martin Leder. “O custo de implantação do sistema não é problema. São poucas alterações no motor. Apesar de contribuir muito para o resultado final ter trabalhado em conjunto desde o início, acrescentar o Flex Start em um propulsor já existente não inviabiliza nada por conta do custo de produção”, contou o engenheiro.



Como funciona o Flex Start da Bosch

A principal diferença do Flex Start está na galeria de combustível, que é totalmente redesenhada (comparada com as atuais). Além disso, novos componentes contribuem para o seu funcionamento, como um novo software na ECU (central eletrônica), que gerencia a temperatura ideal para a queima, e uma unidade de controle de aquecimento (HCU), que controla o momento certo de aquecer o combustível.

“O segredo está no aquecimento individual das lanças que são acopladas aos bicos injetores. Em uma temperatura de -5º C, todo o sistema demora apenas 10 segundos para aquecer o combustível. Outra grande novidade é o sistema Wake-up. O Flex Start inicia seu funcionamento antes mesmo do motorista dar a partida. Basta abrir a porta do carro que todo processo eletrônico já começa”, disse o vice-presidente da divisão Gasoline Systems da Bosch, Gerson Fini.

Apesar de algo ainda pouco explorado pelas montadoras, para Fini, motores com sistema semelhantes ao da Bosch são uma grande tendência para os próximos anos. “Em 2015, teremos 50% dos veículos sem tanquinho. Em 2018, pode chegar a 90%”, afirmou o executivo.
19/12/2011

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