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O INÍCIO DO FUTURO

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Webmotors – O mercado de caminhões passou por uma revolução em 2011. Como todos os fabricantes tiveram de se adequar às normas de emissões do Proconve P7 – o equivalente ao padrão Euro 5 europeu – poucas vezes inovações tecnológicas tão importantes foram introduzidas de uma só vez. E a maioria das marcas aproveitou a transformação obrigatória da gama de motores, que entra em vigor no primeiro dia de 2012, para reformular as suas linhas. Não é para menos. O crescimento econômico brasileiro continua na boleia do modal rodoviário e, de janeiro e novembro deste ano, foram vendidas 188.222 unidades entre caminhões e ônibus. Em todo o ano de 2010 foram 185.950 unidades vendidas. Os bons números atraíram investimentos industriais. Tanto de empresas que já atuam no país, quanto de estreantes como a holandesa DAF e as chinesas Sinotruk e Foton.

A apoteose desta transformação no mercado nacional foi a 18ª edição da Fenatran – principal evento de transportes da América Latina –, que aconteceu em outubro. O evento bienal confirmou o bom momento do mercado nacional e mobilizou 365 marcas e mais de 55 mil visitantes. É claro que as grandes novidades ficaram por conta dos sistemas de adequação às novas normas de emissões. A maior parte das fabricantes optou pelo SCR, que injeta pequenas quantidades de Arla 32 junto aos gases poluentes no catalisador, para transformar parte dos gases tóxicos em nitrogênio e vapor de água, inofensivos para o meio ambiente. Outra alternativa foi a adoção do sistema EGR, que recircula os gases criados na combustão dentro do catalisador, o que reduz a emissão de poluentes.

No segmento de extrapesados, novidades de peso. Entre elas, a chegada de uma nova marca: a MAN. A empresa alemã, que antes já atuava no Brasil com a marca Volkswagen, apresentou a primeira linha de caminhões em seu nome, a TGX. A fabricante também apresentou o pacote Advantech para todos os caminhões da Volks, que tiveram mudanças nas cabines e novos dispositivos eletrônicos. A MAN adotou as duas tecnologias, a EGR e a SCR, dependendo do modelo. No total, a Volkswagen apresentou 25 novos modelos em 2011. De olho na concorrência, a Mercedes mostrou o Actros, que passará a ser produzido no Brasil a partir de janeiro de 2012. O gigante de 456 cv passará a contar com câmbio automatizado PowerShift 2 de 12 marchas, sem pedal de embreagem e com sensor de inclinação da via. Outra novidade entre os extrapesados foi o lançamento do Stralis Active Space, da Iveco. O modelo, como o nome sugere, conta com amplo espaço da cabine e um painel exclusivo.

Focada nos pesados, a sueca Volvo apresentou os modelos 2012 das linhas FH, VM, FM e FMX. Todos os motores ganharam 20 cv de potência e melhora no consumo de combustível. A também sueca Scania – que atua no mesmo segmento – finalmente anunciou que irá trazer ao Brasil a sua plataforma mundial de motores, com novos 9 e 13 litros, que vai equipar o novo V8.

A Ford, por sua vez, atua em um leque mais amplo. A marca apresentou, em março, a nova linha Cargo, que se estende dos pesados aos médios e leves. Os norte-americanos ainda prometem invadir o segmento dos extrapesados no ano que vem. Os 12 modelos da linha 2012 terão três opções motores – todos Cummins com sistema SCR – de 4,5, 6,7 e 8,9 litros. Além da mecânica atualizada, a nova linha recebeu melhorias no acabamento interno e novo design. A International, que volta a vender no Brasil, apresentou o 9800i. E a DAF mostrou os modelos LF, CF e XF, sendo o maior deles o pesado XF105, com motor 12.9 litros, seis cilindros e 340 cv.

O mercado de caminhões leves ficou cheio de novidades em 2011. A Mercedes chegou com a linha Accelo, com as versões 815 e 1016, com capacidade de carga bem maior que o antecessor, o 710. A marca chinesa Changan mostrou o MiniStar CE e a Hyundai apresentou a linha HD, que chegou ao mercado em abril. São veículos montados sobre o mesmo powertrain, mas com tamanhos diferentes. O HD78 tem 6,7 metros de comprimento e capacidade de carga de 4.650 kg, enquanto o HD65 tem 6,17 metros e disposição para levar de 3.500 kg. A Agrale trouxe uma nova linha de caminhões – 6.500, 8.700, 10.000 e o médio 14.000 – com motores Euro 5. O destaque, porém, ficou com a italiana Iveco. Ela apresentou a nova geração de caminhões leves, médios e pesados, a Ecoline. E o sucesso foi tanto que a fabricante atingiu a melhor marca da história, ao vender 562 veículos durante os cinco dias do salão de transportes. O campeão de vendas da marca, o leve Iveco Daily, teve o interior redesenhado e agora possui alavanca de câmbio integrada e novo design.

A necessidade de novos caminhos para o trânsito das grandes cidades levou a indústria a apresentar uma grande variedades de soluções para o transporte coletivo. Só a Mercedes exibiu um portfólio de chassis com mais de 20 modelos. A brasileira Marcopolo apresentou o Viale BRT, montado no chassi articulado da Mercedes. O gigante pode chegar a 21 metros de comprimento e, como o nome já diz, está pronto para ser usado no sistema BRT – Bus Rapid Transit, ou Trânsito Rápido de Ônibus, que oferece qualidade de transporte ferroviário eficiente em linhas de ônibus exclusivas. O Rio de Janeiro se prepara para instalar o BRT antes das Olimpíadas e da Copa do Mundo que irá sediar.

A Scania modificou diâmetro e curso dos novos motores que equipam os ônibus da marca, além de aumentar a cilindrada. A Série F, linha de chassis com motor dianteiro, foi atualizada e passará a receber apenas o novo motor de 9 litros. A MAN inovou e lançou, em maio, o primeiro ônibus flex GNV/Diesel.

Outra novidade em 2011 foi o desenvolvimento de motores movidos a etanol. O primeiro modelo foi o extrapesado P270, da Scania. A Iveco também entrou na onda e apresentou o Trakker Bi-Fuel, com motor que permite redução no consumo do óleo diesel pela adoção do etanol, mas o protótipo ainda passará por testes. Na mesma ideia, a MAN mostrou o TGS 33.440, que também utiliza o conceito bi-combustível, igualmente em fase de testes.
30/01/2012

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