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QUEBRANDO PARADIGMAS

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Novos lançamentos desfiguram o ranking de venda de modelos

As quatro grandes perdem espaço e as pequenas avançam

Autoinforme - O Brasil vive um momento de transição para uma grande mudança: a passagem de um país de quatro marcas para um país de quarenta marcas.

Como bem registrou o colega Fernando Calmon aqui no UOL Carros (veja matéria), pela primeira vez na história, as quatro montadoras tradicionais não conseguiram obter, juntas, 70% das vendas no Brasil (dados do primeiro quadrimestre deste ano). É um caminho sem volta.

Hoje, marcas novas começam a operar no segmento mais importante do mercado, de carros pequenos, abrindo espaço para o aumento do volume de vendas e consequentemente dos índices de participação.

Observe que as três marcas melhor posicionadas no ranking após as quatro grandes são exatamente as que oferecem em seus catálogos de produtos carros na faixa de R$ 30 mil: Hyundai (quinta colocada), Renault (sexta) e Toyota (sétima).

A primeira a entrar no segmento, a Renault, permaneceu por vários anos na liderança entre as montadoras novas, justamente graças ao seu carro popular, perdendo a posição este ano para a Hyundai, depois que a empresa coreana entrou no segmento dos pequenos, com o HB20 feito em Piracicaba. A Toyota avançou no ranking após a chegada do Etios, fabricado em Sorocaba, lançado no final do ano passado.

Esse quadro é um indicativo de que mudanças mais profundas devem ocorrer nos próximos anos, quando outras marcas passarão a fabricar e vender no País carros na faixa de entrada, como JAC e Chery.

O crescimento do mercado brasileiro veio acompanhado do aumento das exigências desse novo consumidor, que, entre outras coisas, deixou de ser fiel a uma marca, como acontecia há vinte anos. Cada uma das quatro marcas tradicionais - Volks, Fiat, Ford e GM - tinham suas características que eram exaltadas pelos seus clientes.

Você lembra que...

- O Volkswagen era o carro de fácil manutenção, "qualquer oficina conserta, tem boa valorização".

- O Fiat era o carro inteligente: pequeno por fora, grande por dentro.

- A Ford era a marca que oferecia o melhor acabamento.

- A GM ? Carro valente, dura a vida inteira.

Hoje o consumidor brasileiro é o mais infiel do mundo. Pesquisa feita pela Motor Press indica que apenas 9% dos brasileiros optaram, na próxima compra, pela mesma marca que têm hoje. Só na China é encontrada infidelidade semelhante.

O consumidor brasileiro também questiona a compra de equipamentos básicos como "opcionais"

Dá pra aceitar que ainda existam carros no mercado sem vidros elétricos, direção hidráulica, desembaçador e parabrisas traseiro? Pois no Brasil tem muitos. Clio, Uno, Palio, Gol, Fiesta, Ka, Sandero não trazem de série itens básicos como vidros elétricos e direção hidráulica. Alguns, como o Gol e o Uno, não vêm nem mesmo com desembaçador do vidro traseiro. Mesmo o Sandero, um carro de categoria superior, não oferece o desembaçador. Além de não ter nada disso, o Celta não traz nem temporizador do limpador de parabrisas.

O que esperar de uma indústria que, até há bem pouco tempo, oferecia o retrovisor do lado direito - pasmem! - como opcional?

O equipamento só passou a ser de série há poucos anos e por imposição da legislação. Não fosse assim, provavelmente estaríamos pagando o retrovisor como "opcional" até hoje.

Imagine a cena. Na concessionária:

VENDEDOR - Senhor, quero lhe oferecer um equipamento que vai deixar o seu carro uma beleza! Ele vai ter um visual mais equilibrado. Ah! e vai lhe trazer também muito mais segurança:

É o espelho retrovisor do lado direito!!!

Por um pouquinho a mais o senhor sai daqui com um carro mais moderno, e mais seguro!

Não é por acaso que os chineses foram tão bem recebidos. Eles chegaram oferecendo equipamentos que até então o consumidor brasileiro tinha que pagar "por fora".

O impacto positivo de oferecer carros minimamente equipados foi tão grande que, mesmo com todo o preconceito em relação aos carros chineses e a natural rejeição ao novo, JAC e Chery avançaram no mercado e só não conquistaram mais espaço porque foram barradas pela imposição do braço forte do governo que, a pedido das montadoras instaladas no País, decretou os 30 pontos percentuais a mais de IPI, interrompendo o seu crescimento.

As montadoras instaladas aqui tiveram que ir atrás.

Embora ainda esteja em apenas seis, de cada dez carros fabricados no Brasil, a presença da direção hidráulica nos carros vendidos no Brasil aumentou muito nos últimos anos, passando de 39% em 2000 para 62% em 2012.

Ano de grandes mudanças

2013 deverá ser um ano de grandes mudanças no ranking de marcas e modelos.

O primeiro quadrimestre já revela quebra de tabus. Depois de muitos anos sem mudanças, a lista dos dez carros mais vendidos foi desfigurada, apontando o Hyundai HB20 na quarta posição e o Ônix em sexto lugar e deixando campeões de vendas fora dos dez mais.

O presidente de uma montadora concorrente disse que o Hyundai HB20 quebrou o paradigma do carro popular.

"O HB20 decretou o fim do carro popular", disse o utivo, referindo-se ao posicionamento de marketing obtido pelo produto. "A Hyundai posicionou o seu carro num patamar superior, mesmo sendo pequeno e com motor 1.0", elogiou o concorrente, pedindo off, obviamente.

O ranking das marcas continua inado, mas é notória a mudança dos índices de participação de algumas montadoras no primeiro trimestre deste ano em relação ao desempenho registrado no fechamento de 2012.

As marcas que mais cresceram no ano passado - Nissan e Renault - assim como a grande que mais avançou em participação - a Volkswagen - iniciaram este ano perdendo espaço no mercado.

A Nissan foi a que mais perdeu no quadrimestre em relação ao mesmo período de 2012: sua participação caiu de 3,5% para 2,3%, uma perda de 1,2% (veja abaixo).

A Volkswagen saiu do patamar dos 20%: caiu de 20,7% para 19,5% no período: perdeu, portanto, 1,2pp.

A Renault fechou o primeiro quadrimestre de 2012 com 6,8% e agora tem 5,8%, perdeu um ponto percentual. A Peugeot e a Chery perderam 0,5 ponto percentual.

No topo do ranking de crescimento aparecem as marcas que fizeram lançamentos de impacto no fim do ano passado e que, em função disso, estão crescendo este ano.

O primeiro quadrimestre é um indicador claro: com seu HB20 a Hyundai conquistou três pontos percentuais a mais que no ano passado, saltando de 2,8% para 5,9%.

Com seu Etios, a Toyota cresceu de 2,6% para 4,6% (dois pontos a mais) e a GM, apoiada no Ônix, ampliou a participação em 0,3 ponto: de 17,5% para 17,8%.

31/05/2013

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