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PRIMEIRO HÍBRIDO DE PRODUÇÃO DA MERCEDES, S 400 É AVALIADO

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WebMotors - Seja porque o consumidor está cada vez mais atento à preservação ambiental, seja pelas normas cada vez mais rígidas de emissão de poluentes, o fato é que as grandes montadoras mundiais valorizam a redução das emissões de CO2 de seus lançamentos. Nesta tendência, a Mercedes-Benz acaba de dar um importante passo com o S 400 Hybrid, o primeiro híbrido da marca, que chega agora ao mercado europeu e está previsto para estrear no Brasil no ano que vem.

Esta não é a primeira proposta do gênero. E tampouco usa uma tecnologia muito evoluída ou inovadora. Mas quando uma marca com a dimensão e a relevância da Mercedes aposta numa tecnologia isso desperta atenções e tende a ser seguido por outros – o BMW Série 7 híbrido é esperado para 2010. E, apesar de a montadora com a estrela sobre o capô anunciar "o sedã de luxo mais ecológico do mundo", o S 400 Hybrid é um automóvel bastante discreto. Ou, pelo menos, o mais discreto que um veículo de sua categoria pode ser. Visualmente, a única diferença de outros Classe S são os logos "Hybrid" e "Bluehybrid" localizados na tampa do porta-malas e no para-lamas dianteiro, respectivamente. No interior, as diferenças resumem-se aos gráficos que ilustram o funcionamento do sistema, que aparecem em displays posicionados no console central e no quadro de instrumentos.

Em termos tecnológicos, o S 400 Hybrid também adota soluções relativamente simples. Ele tem por base o S 350 a gasolina, mas o propulsor V6 3.5 recebeu modificações no cabeçote e no sistema de distribuição. Com isso, ganhou 7 cv e agora atinge 279 cv de potência máxima. Entre o motor a combustão e a transmissão foi instalado um pequeno propulsor elétrico de 20 cv e 16,3 kgfm de torque – que eleva a potência máxima do carro para 299 cv –, enquanto o câmbio de sete velocidades 7G-Tronic recebeu uma programação específica para tirar melhor proveito do módulo híbrido.

Para otimizar o rendimento, há também um sistema Start/Stop, que desliga o V6 a gasolina em frenagens a partir dos 15 km/h, e não apenas quando o veículo para. Basta tirar pé do freio para que o motor a combustão volte a ligar, de maneira quase imperceptível. O motor elétrico tem a função de servir de motor de arranque, gerador – recarregando a bateria nas frenagens – e auxiliar do motor V6 nas acelerações e retomadas de velocidade.

Outro dado importante é que o S400 Hybrid utiliza bateria de íons de lítio, mais eficiente em capacidade, com menor tamanho e mais densidade e eficácia do que uma equivalente de Níquel Metal Hidreto, ou NiMh. Sendo mais compacta, a bateria de lítio foi instalada no compartimento do motor, sem roubar qualquer espaço do habitáculo ou do porta-malas, como é comum em automóveis híbridos.

Além disso, o S 400 Hybrid registra um acréscimo de peso de 60 kg em relação ao S 350, que incide sobre o eixo dianteiro e obrigou a um natural reajuste da respectiva suspensão.

As virtudes do S 400 Hybrid são fáceis de identificar, começando pelo apelo ecológico. O preço também é outro atributo, já que no mercado europeu modelos híbridos recebem desconto de 50% em impostos. O carro custa em torno de 100 mil euros na Europa, o equivalente a R$ 260 mil. Um S 350 custa 110 mil euros, ou R$ 286 mil. No que diz respeito ao desempenho, o S 400 Hybrid anuncia um ganho de apenas 0,1 segundo na aceleração de zero a 100 km/h – 7,2 s –, em comparação com o S 350. A velocidade final é limitada eletronicamente em ambos a 250 km/h. Já em termos de consumo e emissões de CO2 a vantagem é mais notória: 12,6 km/l e 186 g/km, contra 10,0 km/l e 234 g/km no S 350.

Primeiras impressões

(Lisboa/Portugal) – Uma vez que o funcionamento do módulo híbrido é totalmente autônomo, a utilização do S 400 Hybrid não apresenta grandes diferenças face ao S 350. Como não podia deixar de ser, o sedã da Mercedes-Benz é muito confortável em qualquer situação e apresenta extrema facilidade de condução, logicamente auxiliada pelo aparato eletrônico, como ABS, EBD e controles de tração e de estabilidade.

Ainda assim, há três fatores que podem ser criticados: há certa demora na resposta da transmissão em reduções de marcha mais exigentes – que não acontece em outros Classe S –, certa lentidão nas retomadas mais fortes – que se deve ao software de controle mais voltado para o consumo e não para o desempenho – e o freio um pouco "borrachudo" – que só corresponde ao esperado a partir da metade do curso.

Mas vale lembrar que, apesar da impressão negativa, o S 400 Hybrid registrou menor tempo na frenagem a partir de 90 km/h que o S 320 CDI nas medições. Em uma direção mais esportiva, a dianteira do modelo insiste em reagir com lentidão, algo comum nos demais Classe S. O fato é que o motorista deste carro não esquece que está ao comando de um automóvel de mais de cinco metros no comprimento e cerca de duas toneladas de peso e que não foi desenvolvido especificamente para a esportividade. Nada, no entanto, que retire o interesse pelo primeiro híbrido da marca.

Ficha técnica

Motor: Gasolina, longitudinal, 3.498 cm³, seis cilindros em V a 90º, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas. Combinado a um motor elétrico AC dianteiro-central com baterias de íon de lítio de 20 cv. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. Potência máxima: 299 cv a 6 mil rpm – combinada.Torque máximo: 385 Nm entre 2.400 rpm e 5.000 rpm – combinado. Lançamento mundial: Setembro de 2009. Lançamento no Brasil: Previsão em 2010.
10/11/2009

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